Eleições 2026: O que é mito e o que é verdade sobre o voto
Voto nulo anula a eleição? Voto em branco vai para quem está ganhando? Separamos o que é mito do
Voto nulo anula a eleição? Voto em branco vai para quem está ganhando? Separamos o que é mito do que é verdade nas eleições de 2026 com base na Justiça Eleitoral.
Faltam poucos meses para as eleições de 2026 — o primeiro turno é em 4 de outubro e, se precisar, o segundo em 25 de outubro. E, como sempre acontece em ano eleitoral, uma enxurrada de boatos sobre o voto volta a circular em grupos de família e redes sociais.
Alguns parecem inofensivos. Mas acreditar neles pode fazer você votar de forma errada, perder prazos ou abrir mão do seu direito sem precisar.
Pensando nisso, separamos os 10 mitos mais comuns sobre o voto e o que a Justiça Eleitoral realmente diz sobre cada um.
Mito 1: “Se mais da metade votar nulo, a eleição é anulada”
Não é assim que funciona.
O voto nulo não entra na conta dos votos válidos e não anula nada. A previsão legal de “nova eleição quando a nulidade atingir mais da metade dos votos” se refere a nulidade por irregularidade no pleito (fraude comprovada, por exemplo) — nunca ao eleitor que apertou “nulo” na urna.
Na prática: mesmo que 99% do país votasse nulo, a eleição não seria anulada por isso.
Mito 2: “Voto em branco vai para o candidato que está ganhando”
Esse é um dos boatos mais antigos e segue sendo falso.
Desde a Lei 9.504/1997, votos em branco e nulos são simplesmente descartados. Eles não vão para nenhum candidato, não contam para ninguém e não influenciam o resultado. Quem vence é quem tem mais votos válidos (excluídos brancos e nulos).
Mito 3: “Votar nulo ou em branco é protesto que derruba político”
O efeito é o oposto do que se imagina.
Votar nulo ou em branco não “derruba” ninguém e não impede a eleição de nenhum candidato. O que isso faz é reduzir o total de votos válidos, o que na prática pode até facilitar a vitória de alguém (com menos votos válidos, fica mais fácil atingir a maioria).
Se o seu objetivo é protestar, o voto não é o lugar: a Justiça Eleitoral só contabiliza escolhas, não rejeições.
Mito 4: “Preciso levar o título de eleitor impresso para votar”
Não precisa.
Basta apresentar um documento oficial com foto: RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho ou o e-Título com foto no celular. O título de eleitor em papel é útil para consulta, mas não é obrigatório no dia da votação.
💡 Dica: baixe o aplicativo e-Título — ele mostra seu local de votação, zona e seção, e serve como documento.
Mito 5: “Quem não votar vai preso”
Ninguém vai preso por não votar.
Quem não vota e não justifica fica com o título em situação irregular e paga uma multa simbólica. As consequências reais são administrativas: não pode tirar passaporte, assumir cargo público, renovar matrícula em universidade pública, entre outras restrições.
E dá para regularizar: a justificativa pode ser feita pelo e-Título, site do TSE ou cartório eleitoral em até 60 dias após cada turno.
Mito 6: “Jovem de 16 e 17 anos e maiores de 70 não podem votar”
Podem, sim — Mas o voto deles é facultativo.
O voto é obrigatório apenas para quem tem entre 18 e 69 anos. Quem tem 16 ou 17, quem tem 70+ e também os analfabetos podem votar se quiserem, sem nenhuma penalidade por não votar.
Inclusive: Para os jovens de 16 e 17, o primeiro título é um passo importante e eles podem tirar para votar em 2026.
Mito 7: “Se meu candidato não ganhar, meu voto foi jogado fora”
No sistema proporcional, seu voto nunca é “perdido”.
Para vereador, deputado federal e deputado estadual, o voto conta primeiro para o partido ou coligação e o cálculo do quociente eleitoral pode eleger outros candidatos da mesma legenda. Além disso, seu voto fortalece o partido, o que influencia tempo de TV, fundo eleitoral e as disputas futuras.
Seu voto não some: Ele vira força política para a legenda que você escolheu.
Mito 8: “Segundo turno só existe para presidente”
Não é só para presidente.
Também há segundo turno para governador e para prefeito de cidades com mais de 200 mil eleitores, sempre que nenhum candidato atinge 50% + 1 dos votos válidos no primeiro turno. Por isso, em 2026, além de presidente, você pode voltar às urnas em 25 de outubro para decidir o governo do seu estado.
Mito 9: “Levar ‘cola’ com os números dos candidatos é proibido”
É permitido e até recomendado.
A Justiça Eleitoral incentiva o eleitor a levar uma anotação com os números de seus candidatos. O que é proibido é entrar na cabine com celular ou qualquer equipamento eletrônico (você entrega ao mesário antes de votar).
💡 Dica: anote os números em um papel pequeno, na ordem: vereador/deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente.
Mito 10: “A urna eletrônica é fraudada; o voto impresso é mais seguro”
Não existe registro de fraude comprovada nas urnas eletrônicas brasileiras.
O sistema está em uso desde 1996 e é auditável em todas as etapas: testes públicos de segurança, votação paralela, lacres, assinatura digital e boletins de urna. Qualquer suspeita precisa ser comprovada com auditoria e até hoje nenhuma fraude foi demonstrada.
O que existe, isso sim, é desinformação que desencoraja o eleitor a participar, exatamente o oposto do que a democracia precisa.
📌 Resumo Rápido: mito x verdade
| Mito | Verdade |
|---|---|
| Voto nulo anula a eleição | Não anula; só sai da contagem |
| Voto em branco vai para o líder | Não vai para ninguém |
| Nulo/branco derruba político | Não derruba; só reduz votos válidos |
| Preciso do título impresso | Basta documento com foto ou e-Título |
| Quem não vota vai preso | Fica irregular e paga multa simbólica |
| 16/17 e 70+ não podem votar | Podem; é facultativo |
| Voto em candidato perdedor é perdido | Conta para o partido no sistema proporcional |
| 2º turno só para presidente | Também governador e prefeitos de +200 mil |
| Cola é proibida | É permitida e recomendada |
| Urna eletrônica é fraudada | Sem fraude comprovada; sistema auditável |
Conclusão
Numa democracia, informação de qualidade é tão importante quanto o voto em si. Boatos e desinformação não ajudam ninguém a escolher melhor, só afastam o eleitor da urna e enfraquecem a confiança no processo.
Agora que você sabe o que é mito e o que é verdade: baixe o e-Título, confira seu local de votação e leve sua cola com os números na semana da eleição. E se alguém mandar um desses boatos no grupo da família, você já sabe como responder.
Gostou desse artigo?
Continue navegando pelo nosso blog oficial e descubra muito mais.
Politizadus — A bússola para quem busca justiça com democracia.
➡️ Siga nas redes sociais: https://linktr.ee/politizadus







