Você Sabia Que o Seu Silêncio Também É Político?
Em tempos de redes sociais, protestos e polarização, parece que só quem grita é ouvido. Mas há uma força

Em tempos de redes sociais, protestos e polarização, parece que só quem grita é ouvido. Mas há uma força silenciosa que molda decisões, influencia eleições e desafia o ruído: o silêncio da maioria. E sim — esse silêncio também é político.
🤫 Silêncio Não É Ausência
Muita gente acredita que só quem se manifesta está fazendo política. Mas o silêncio pode ser:
- Um ato de resistência diante de discursos rasos.
- Uma forma de protesto contra a polarização.
- Um gesto de maturidade, quando o debate se torna tóxico.
Como escreveu Artur Lemos, chefe da Casa Civil do RS, “o silêncio da maioria não deve ser confundido com ausência de opinião. É, muitas vezes, uma forma de resistência a um debate raso e polarizado”.
🧠 O Silêncio Que Decide
Na última eleição presidencial, milhões de brasileiros votaram não por quem mais inspirava confiança, mas por quem menos provocava rejeição. Esse eleitor silencioso não aparece nas redes, não participa de manifestações — mas decide o futuro do país na urna.
Esse silêncio é estratégico. Ele observa, pondera e age quando necessário. É o eleitor que não se vê nos extremos, mas que exige responsabilidade e entrega.
⚠️ Silêncio Também Pode Ser Violência
Em outro contexto, o silêncio pode ser instrumento de opressão. Como alerta o artigo “Quando o silêncio também é violência”, há situações em que o silêncio é imposto — por medo, vergonha ou controle. Nesse caso, o silêncio não é escolha, mas prisão emocional e social.
Reconhecer esse tipo de silêncio é essencial para combater abusos e garantir que todos possam se expressar com segurança.
🌐 O Silêncio na Política e na Comunicação
Segundo o filósofo David Lapoujade, vivemos em um mundo saturado de ruído, onde o excesso de informação torna tudo inaudível. Nesse cenário, o silêncio pode ser uma forma de reconectar com o essencial, de fazer valer o inaudível, como ele propõe em sua “política do silêncio”.
📌 Conclusão
O silêncio é político — seja como escolha consciente, como forma de resistência ou como sinal de alerta. Ele pode ser maduro, estratégico ou doloroso. Mas nunca irrelevante. Em um país onde o barulho tenta se passar por vontade coletiva, talvez seja hora de ouvir o que amadurece no íntimo da sociedade. Porque o silêncio, quando fala, fala alto — e com propósito.





