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Brasil Lidera Iniciativa Global para Unificar Mercados de Carbono com Apoio da UE e China

O Brasil acaba de dar um passo estratégico na luta contra as mudanças climáticas ao lançar uma proposta ambiciosa

Brasil Lidera Iniciativa Global para Unificar Mercados de Carbono com Apoio da UE e China

O Brasil acaba de dar um passo estratégico na luta contra as mudanças climáticas ao lançar uma proposta ambiciosa para integrar os mercados globais de carbono. A iniciativa, apresentada durante a Cúpula de Líderes que antecede a COP30 em Belém, recebeu apoio imediato da União Europeia e da China — duas das maiores potências econômicas e emissoras de gases do efeito estufa do planeta.

O que propõe o Brasil?

A proposta brasileira, chamada Declaração sobre a Coalizão Aberta de Mercados de Carbono Regulados, busca criar um conjunto básico de regras internacionais para conectar os diversos sistemas de precificação de carbono já existentes no mundo. A ideia é evitar distorções competitivas e promover uma transição justa e coordenada para uma economia de baixo carbono.

Atualmente, mais de 50 países utilizam cerca de 80 instrumentos diferentes para precificar emissões, segundo o Banco Mundial. Essa fragmentação gera concorrência desleal e dificulta o avanço global na redução de emissões.

Como funciona o mercado de carbono?

O mercado de carbono permite que empresas que emitem menos gases do que o permitido vendam créditos para aquelas que ultrapassam seus limites. Um crédito equivale a uma tonelada de CO₂ evitada ou removida da atmosfera. No Brasil, esses créditos podem ser gerados por meio da preservação de áreas verdes ou projetos de energia renovável.

O Congresso Nacional já aprovou o desenho do mercado de carbono brasileiro, que agora aguarda regulamentação. A proposta da coalizão internacional prevê ainda isenções para países menos desenvolvidos e tarifas sobre produtos importados de nações que não aderirem ao sistema.

Repercussão internacional

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que a UE quer “fazer isso da maneira certa e fazer juntos com o Brasil”. Já o presidente Lula destacou o apoio da China à iniciativa, fortalecendo o peso político da proposta brasileira no cenário internacional.

Além disso, 43 países e a própria União Europeia assinaram a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, reconhecendo os impactos desiguais das mudanças climáticas e a necessidade de ações coordenadas e inclusivas.

O que esperar?

A próxima etapa será uma reunião interministerial em 15 de novembro, também em Belém, para definir os detalhes operacionais da coalizão. A expectativa é que essa articulação internacional fortaleça os mecanismos de mercado como ferramentas eficazes para acelerar a ação climática e garantir justiça ambiental.

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